segunda-feira, 7 de julho de 2014

A roleta russa está de volta
Mais uma vez me acertou
Desta vez foi diferente
Pois agora me baqueou

Quem é essa a me acertar?
Tão linda que não parece ser deste lugar
Não nego, causa medo
Pois não sei se sou capaz de controlar

Ah! Temida e amada roleta russa
Já percebi que não posso parar
Tal sentimento, não sou capaz de segurar

Pois então venha
Mate-me e leve-me ao paraíso
Faça-o antes que eu perca o juízo.

-Inaê Florencio

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Indiana

Abaixou a cabeça ao perceber a voz mais alta
Sentiu seu rosto queimar, sentiu o coração quebrar
Sentiu a dignidade escoar
Tentou gritar, foi sufocada pelo medo
Tentou correr, ninguém percebeu seu apelo
Procurou ajuda, ganhou negligência
Ganhou olhares tortos
Ganhou a morte
E dizem que foi falta de sorte

-Inaê Florencio

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dona Tristeza

Horrível quando a tristeza me invade o coração, toma conta de mim, aperta meu pescoço me tirando o ar, me tirando a pouca alegria que resta. Tento vencê-la, mas ela é mais forte, tem o controle. Sou fraca, apesar de não parecer. Inabalável? Eu? Quanta fantasia. Mas é como quero que me vejam, que pelo menos as pessoas não saibam quanto eu sou vulnerável, que a tristeza seja a única a me vencer, a me derrubar. E como derruba... Derruba-me de quinze andares, esmagando-me no chão, mas não sem que antes eu tenha quicado como um brinquedo, para, só depois, me espatifar completamente. Restando tão pouco de mim, será que sentirá satisfeita? Não será o suficiente? Por favor, deixe-me, a senhora já acabou comigo, deixe que eu me reconstrua e volte mais tarde.
-Inaê Florencio

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

É, eu fiz de novo... E não me orgulho.
Sempre achamos que superamos, que acabou, que não faremos mais. Confiamos a quase ninguém nossos vícios e prometemos parar. Mas quando?
Quando chegar ao fim, talvez. Vícios todos têm... Bebidas, cigarro, masoquismo, amor. Dizer “vou parar” já se tornou rotina, saber que não é verdade também.
Nesse mundo repugnante ser negligente ao ver a tristeza é bonito, naturalizamos o inaceitável, apenas para não parecer ruim aos olhos. E quem discorda é tachado revoltado, Revoltado mesmo! Todos deviam estar!
Em a fuga nós procuramos. Fugir da cidade, fugir da vida... Cortar o inútil, cortar os pulsos... Escapar! Então construiremos uma máquina do tempo e voltemos à era árcade, com a doce ilusão de que seremos felizes. Mas que felicidade é essa? Se ela realmente existisse não teria mudado.
Não importa o que eu faça, pois farei sozinha, e sozinha não mudarei o mundo. Mudar só minha vida não me motiva, mas estou sozinha, e será sempre assim, Nós vivemos em sociedade, cercados por pessoas, nos iludimos achando que temos com quem contar, mas todos morreremos sozinhos. Perseguidos sempre pela mesma palavra, pelo resto da eternidade.

Então, sozinha no meu quarto, eu me permito escapar, não de vez, ainda não... Com meu vício, o vício que cada um tem o seu e julga o do outro, pois assim ninguém tem que se odiar pelo que faz, eu me odeio pelo que faço, mas já não minto para mim mesma.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Promessas Vazias

Eu sinto sua falta
E não poder expressar isso me mata
Ter que fingir que não me importo
Pego meu coração e assim, o corto
Para ver se não mais recordo
Todas as coisas que passamos
E como nos amamos
Como crianças nós brincamos
Como imas, nos aproximamos
E como amantes nós juramos
Que esse amor nunca se findaria
Promessas agora, que parecem vazias.


Isso está me fazendo morrer
Consome todo o meu ser
Destrói a força que eu acreditava ter
Enfraquece-me,
Cada vez que penso no futuro que era pra gente ter
Peço novamente desculpas
Por tanto te fazer sofrer
E digo que tenhas calma

Que o tempo trata de tudo resolver.
-Inaê Florencio

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Setembro

Este setembro dói
Este setembro me corrói
Mata-me, desampara-me.

Nós, que sempre dizíamos frases de amor,
Que jurávamos eternidade,
Acabou, agora, só dor.

Então, para onde se foram
Os momentos que passamos
Os sorrisos, quando nos olhamos
O desejo, que ardia mais a cada dia?

Enterrados, na mais profunda cova
Querendo sair, se revirando
Enlouquecendo-me, acordando-me.

Ainda te quero, não nego
Ainda me quer, então venha
Que venha outubro, novembro...
Dezembro.

-Inaê Florencio

sábado, 27 de julho de 2013

Cantiga de Amor

Julieta, óh minha querida Julieta!
De sorriso puro e olhar hipnotizante
Dona do meu coração, protagonista dessa paixão
Nosso romance proibido,
Nossos beijos escondidos
Seu corpo colado ao meu,
Meu pensamento ligado ao seu
Completamente apaixonada por ti eu me vejo
O medo de ficar sem você me causa desespero
Nossos corações já estão ligados,
Nada mais poderá separá-los
Minha vida sem você é inimaginável
Meu amor por ti, inigualável
Minha, tão minha

Para sempre minha princesa

- Inaê Florencio