É, eu fiz de novo...
E não me orgulho.
Sempre achamos que
superamos, que acabou, que não faremos mais. Confiamos a quase ninguém nossos
vícios e prometemos parar. Mas quando?
Quando chegar ao fim,
talvez. Vícios todos têm... Bebidas, cigarro, masoquismo, amor. Dizer “vou
parar” já se tornou rotina, saber que não é verdade também.
Nesse mundo
repugnante ser negligente ao ver a tristeza é bonito, naturalizamos o inaceitável,
apenas para não parecer ruim aos olhos. E quem discorda é tachado revoltado, Revoltado
mesmo! Todos deviam estar!
Em a fuga nós
procuramos. Fugir da cidade, fugir da vida... Cortar o inútil, cortar os
pulsos... Escapar! Então construiremos uma máquina do tempo e voltemos à era árcade,
com a doce ilusão de que seremos felizes. Mas que felicidade é essa? Se ela
realmente existisse não teria mudado.
Não importa o que eu
faça, pois farei sozinha, e sozinha não mudarei o mundo. Mudar só minha vida
não me motiva, mas estou sozinha, e será sempre assim, Nós vivemos em
sociedade, cercados por pessoas, nos iludimos achando que temos com quem
contar, mas todos morreremos sozinhos. Perseguidos sempre pela mesma palavra,
pelo resto da eternidade.
Então, sozinha no meu
quarto, eu me permito escapar, não de vez, ainda não... Com meu vício, o vício
que cada um tem o seu e julga o do outro, pois assim ninguém tem que se odiar
pelo que faz, eu me odeio pelo que faço, mas já não minto para mim mesma.