quinta-feira, 14 de novembro de 2013

É, eu fiz de novo... E não me orgulho.
Sempre achamos que superamos, que acabou, que não faremos mais. Confiamos a quase ninguém nossos vícios e prometemos parar. Mas quando?
Quando chegar ao fim, talvez. Vícios todos têm... Bebidas, cigarro, masoquismo, amor. Dizer “vou parar” já se tornou rotina, saber que não é verdade também.
Nesse mundo repugnante ser negligente ao ver a tristeza é bonito, naturalizamos o inaceitável, apenas para não parecer ruim aos olhos. E quem discorda é tachado revoltado, Revoltado mesmo! Todos deviam estar!
Em a fuga nós procuramos. Fugir da cidade, fugir da vida... Cortar o inútil, cortar os pulsos... Escapar! Então construiremos uma máquina do tempo e voltemos à era árcade, com a doce ilusão de que seremos felizes. Mas que felicidade é essa? Se ela realmente existisse não teria mudado.
Não importa o que eu faça, pois farei sozinha, e sozinha não mudarei o mundo. Mudar só minha vida não me motiva, mas estou sozinha, e será sempre assim, Nós vivemos em sociedade, cercados por pessoas, nos iludimos achando que temos com quem contar, mas todos morreremos sozinhos. Perseguidos sempre pela mesma palavra, pelo resto da eternidade.

Então, sozinha no meu quarto, eu me permito escapar, não de vez, ainda não... Com meu vício, o vício que cada um tem o seu e julga o do outro, pois assim ninguém tem que se odiar pelo que faz, eu me odeio pelo que faço, mas já não minto para mim mesma.

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